O Carnaval na Linhaceira

O Carnaval, na Linhaceira, é muito mais do que alguns dias de folia e extroversão. É um estado de alma, uma referência cultural, um devir colectivo.

Por isso, o Carnaval na Linhaceira não é igual a nenhum outro.

O Carnaval da Linhaceira não se explica, sente-se. Em primeiro lugar, é uma festa dos linhaceirences, uma folia espontânea que está longe de se esgotar no desfile carnavalesco, tão procurado pelos visitantes.

O sentir do Entrudo faz-se nos bailes da colectividade local, nas brincadeiras que saem à rua, que não poupam ninguém.

Para este Carnaval, não se convidam artistas da televisão, não há corsos com figurantes nem escolas de samba. Os Reis são foliões da terra com provas dadas em carnavais passados e a Linhaceira acolhe todo o povo mascarado, transformando-se numa festa de todos os que nos visitam.

Desde há largos anos, esta maneira genuína de viver o Carnaval cativou e inspirou todos os foliões. A prosa poética de Alves Redol sintetiza a importância desta festa para as gentes da Linhaceira – «Todos precisam de se divertir. Porque a vida corre bem? Não, quase sempre porque a vida corre mal. Mas o coração da gente rebenta se nele só morar a tristeza».

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