Não queremos ser escravos

No passado fim-de-semana o mundo voltou a reencontrar-se nas praças e ruas de cidades separadas por milhares de quilómetros. Conforme seja o nosso ponto de vista, a globalização pode unir ou desunir. Até agora a globalização tem estado unida à avareza e ambição dos poderosos que jogam com os nossos destinos a partir de qualquer luxuoso escritório em qualquer cidade do mundo. Queriam que fossemos números ou escravos ao mesmo tempo que nos dizem para olhar a forma como trabalham os chineses, de sol a sol e a receber uma miséria, se quiséssemos continuar a consumir tudo o que nos tentam impingir. Mas é preciso dizer não, pois não vivemos neste planeta para apenas enriquecer uns quantos “vendedores do templo” que escrevem os programas de quase todos os políticos.

As pessoas saíram à rua porque querem mudar o guião da realidade em que vivem e porque se negam a ser sofredores passivos da especulação bancária e das crises criadas por quem delas beneficia. E todos os que pretendem continuar todos os dias a tirar-nos mais direitos e esperança num futuro melhor sabem que há muitos que já não estão mais dispostos a fechar os olhos a toda esta situação. Não podíamos continuar na mesma situação. Temos com a ajuda de todos, e respeitando sempre os princípios democráticos que tanto custaram a conquistar, de devolver a sanidade e transparência ao sistema democrático e económico.

É necessária uma gestão responsável e solidária que olhe para todos no planeta. As pessoas querem viver dignamente os anos que passam neste mundo. Obviamente que sei que nem tudo pode ser perfeito, pois haverá sempre problemas para resolver e arestas para limar, mas acredito que é nestes momentos que podemos e devemos mostrar a nossa credibilidade enquanto seres humanos supostamente inteligentes e racionais.

Vimos a este mundo para continuar a evoluir, não para andar para trás. Assim tem sido desde sempre, muito antes ainda de Darwin vir dizer isso no seu livro “A origem das espécies”. A evolução natural do ser humano impede-o de caminhar para qualquer forma de escravidão ou submissão. É por isso que milhares de pessoas saíram à rua pelo mundo fora.

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