É por estas e por outras…

Qualquer português com “três palmos de testa” chega facilmente à conclusão que estamos mesmo metidos numa “camisa de onze varas” , como por cá se costuma dizer.
Não vou divagar sobre a quem competem as culpas. Tenho a minha ideia mas pouco adianta aqui divulgá-la, porque para isso já temos gente que nos sobra.
Andaram por aí uns “beneméritos”, para ver se somos “homenzinhos” capazes de cumprir com as regras por eles determinadas, para fazerem o favor de nos emprestarem algum “guito”. Parece que vão emprestar 78 mil milhões.
Segundo as contas feitas estima-se que cada português deva ao estrangeiro 16 mil. Ora (por certo não contabilizam nesta nossa divida os recém nascidos, meninos e adolescentes, que não têm culpa nenhuma dos pais serem uns “caloteiros”), portanto talvez sete milhões estejam endividados a este ponto.
Abro aqui um parêntesis para dizer que este”divagando” vem a propósito:
1º – De uma conversa de café com pessoal amigo, com vencimentos abaixo dos mil euros, e, que em conversa se lastimavam, perante a ameaça ventilada do corte do 13º mês, e a dificuldade do empréstimo do crédito bancário estarem em risco os habituais dias de férias em Palma de Maiorca e Canárias (cartão de débito sempre à frente, mas já fora de serviço por incumprimento).
2º – Pelas notícias que nos deram conta de que na Páscoa os hotéis algarvios estiveram cheios (principalmente de portugueses) e que os bancos continuam a oferecer férias de sonho, viajando agora e pagando depois.
Voltei entretanto a encontrar o tal casal que não prescinde da sua viagem anual às praias de nuestros hermanos (mais os dois rebentos adolescentes).
E a conversa foi esta:
“Então ouviu o Sócrates? Afinal vamos ter subsídio de férias!
Logo vou já telefonar para a agência para marcar as passagens antes que esgotem.
É o português normal, está-lhe na senda a que se foi habituando, ou a que o habituaram.
Quem vier atrás que apague a luz e feche a porta.

Todos ao mólho e fé em Deus.

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