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Festa em honra de Nossa Senhora do Conforto dos Aflitos

Linhaceira

Dias 3, 4, e 5 de Julho de 2009


Programa das festas

Sexta-feira, dia 3
20h00 – Abertura da quermesse e insufláveis
22h0 – Inicio do baile com a actuação de ELSIO NUNES
22h30 – Academia de Danças do Entroncamento – Exibição de danças de salão

Sábado, dia 4
09h00 – Alvorada
21h00 – Insufláveis
22h00 – Inicio do baile com a actuação do conjunto musical D’IMPRUVISO

Domingo, dia 5
09h00 – Alvorada
14h00 – Recolha de fogaças com banda
17h00 – Missa Solene
18h00 – Procissão acompanhada pela Banda Goleganense 1º de Janeiro
19h00 – Largada de pombos
19h30 – Actuação do Rancho Fólclorico de Linhaceira
20h00 – Insufláveis
22h00 – Inicio do baile com a actuação do conjunto musical ZEFH

Entrevista com Carlos Rodrigues, o novo treinador da ACR Linhaceira, para a época 2009/2010

Para a época 2008/2009, a ACR Linhaceira vai começar novo ciclo no futebol. Para além das normais entradas e saídas de jogadores, a direcção apostou num antigo atleta e treinador das camadas jovens do clube, Carlos Rodrigues, para dirigir a equipa no exigente campeonato distrital de futebol de Santarém.
Estivemos à conversa com Carlos Rodrigues, e quisémos saber a sua opinião sobre o que espera do próximo campeonato. Aqui fica a entrevista:

Quais são as expectativas para a próxima época, e o que os sócios podem na próxima época?
Sendo uma época de reestruturação, os resultados ficam para 2° plano. O regresso de alguns jovens formados neste clube bem como em alguns clubes de Tomar e Entroncamento, juntamente com jogadores mais velhos, podem ser a base sólida de futuras equipas de qualidade. Novos métodos, novas regras, sobretudo uma nova dinâmica que nos permita campeonatos tranquilos. Uma nova cultura de jogo cujo modelo permita a entrada e saída de jogadores sem que a equipa se ressinta, O mesmo será válido para os técnicos que entram e saem todos os anos. A estrutura estará montada havendo obviamente ajustes pessoais, mas a essência será a mesma e extensiva à formação para permitir uma integração mais fácil aos que sobem ao futebol sénior. Espera-nos muito trabalho, muito rigor, teremos de estar preparados também para momentos menos bons, mas julgo que a médio prazo poderá ser criada uma grande equipa.

Como avalia o plantel para a próxima época?
Neste momento é prematuro falar do plantel. Existem ainda muitas dúvidas e haverá com certeza algumas surpresas. O regresso de ex-jogadores ao clube será muito importante para transmitir aos mais novos a mística desta instituição e acrescentar qualidade ao plantel. Tenho consciência das limitações que este clube tem, no entanto julgo que teremos alguns elementos com um nível futebolístico muito bom e acima do normal.

Que avaliação faz da época transacta?
Não devo, não posso, nem quero fazer qualquer comentário ao trabalho desenvolvido pelos meus antecessores. O futuro próximo será da minha responsabilidade e será aí que estarei concentrado.

Que tipo de jogo ou filosofia de jogo pretende implementar?
Julgo que o futebol moderno passa acima de tudo por uma organização defensiva muito forte, com transições rápidas para o ataque que nos permita criar situações de golo e obviamente concretizá-las. No entanto a posse de bola e o controlo do jogo são armas muito importantes. Lembro que os modelos de jogo são feitos de acordo também com o tipo de jogadores que temos, isto é: se tiver um ponta de lança baixinho certamente não devo optar e insistir nas bolas por alto para cima da baliza adversária.

O que representa estar no comando da ACR? Sente-se o peso da responsabilidade, das camisolas, ou mesmo alguma mística do clube?
Vivo nesta localidade e obviamente vivo os problemas do clube de forma diferente. Por vezes é difícil separar a razão do coração, no entanto deverei fazê-lo para bem do grupo. Muitas decisões serão tomadas, tendo sempre como objectivo a salvaguarda dos interesses do clube, mesmo que muitas vezes me custe. Aos 6/7 anos representei a ACR pela primeira vez e não me esqueço da emoção que senti. Mais tarde como jogador sénior fiz parte do marco histórico que foi a subida à primeira divisão distrital. Foram momentos marcantes que nos fazem sentir que efectivamente existe uma mística diferente neste clube, em que os valores da amizade, solidariedade, honra e outros mais se sobrepõem aos valores materiais, e aí desculpem-me a presunção, mas somos realmente diferentes.

Que mensagem quer deixar para os sócios e adeptos?
Espero que o regresso de alguns “filhos” da terra permita uma maior identificação dos sócios com a equipa. A sua presença torna-se indispensável sobretudo para os elementos mais jovens, que necessitam de incentivos. E preciso sermos pacientes em relação a alguns elementos para poderem revelar todas as suas capacidades, sem pressões extra. Neste aspecto julgo que temos sócios e adeptos que nunca regatearam esforços no apoio incondicional à sua equipa, por isso: muito obrigado!

Currículo:
Carlos Rodrigues, como jogador já conquistou vários títulos, nomeadamente:
Campeão distrital de Juvenis, pelo U.Tomar
Campeão distrital de Juniores, pelo U.Tomar
Campeão distrital de Seniores, pelo Ferroviários do Entroncamento
Presença no campeonato distrital da 1ª Divisão, pela ACR Linhaceira
Presença na 1ª divisão Nacional de Futebol Salão, pela ACR Linhaceira
Como treinador, tem o curso de treinador nível I, e já esteve 7 anos nos escalões de formação da ACR Linhaceira, onde alcançou o 1° lugar (ex-equo) no 2° nível no escalão de Juvenis. Para além disso conquistou a primeira e única subida ao 1° nível da história do clube, no escalão de juniores.

Porque perdeu D. Miguel a batalha da Asseiceira?

A sorte da guerra civil jogou-se na última carga de cavalaria do exército miguelista na batalha da Asseiceira, perto de Tomar (16 de Maio de 1834). Malogrado este contra-ataque e morto o oficial francês que o comandava, o desfecho das lutas liberais, opondo os partidários de D. Pedro e D. Miguel, desde 1832 estava traçado.

Não foi a Carga da Brigada Ligeira nem teve um Alfred Tennyson que a imortalizasse em verso. Mas o ataque da cavalaria de D. Miguel na Asseiceira foi o último episódio heróico da guerra civil. A partir daí, traído pelos seus próprios generais, não restava ao rei absoluto outra solução que não a rendição.

A capitulação, assinada a 26 de Maio de 1834, passou à história como Convenção de Évora Monte, ainda que os liberais a tenham sempre referido como “Concessão de Évora Monte”.

Foi este o tema da sessão em atraso do II Curso Livre de História Militar “Os Rostos da Batalha”, promovido pelo Centro de História da Universidade de Lisboa . O conferencista foi António Ventura, docente e investigador da Faculdade de Letras de Lisboa e um dos coordenadores daquela iniciativa, cujo programa ficou, desta forma, completo.

Como explicou o orador, os dois exércitos partem para a batalha da Asseiceira em situações opostas. Os liberais tinham conseguido deslocar o eixo da guerra, do Porto (cercado desde 20 de Julho de 1832) para o Algarve (24 de Junho de 1833) e conseguido a supremacia naval na batalha do Cabo de São Vicente (5 de Julho de 1833).

Entraram em Lisboa (24 de Julho de 1833) e repeliram o contra-ataque à capital, dirigido pelo marechal Bourmont (Outubro de 1833). Avançaram pelo Ribatejo, vencendo os miguelistas em Pernes (30 de Janeiro de 1834) e Almoster (18 de Fevereiro).

Ambiente de traição
António Ventura, referiu o “ambiente de traição” então vivido: em Almoster, o comandante da cavalaria miguelista tinha-a conduzido a uma armadilha e feito aprisionar os seus soldados antes da batalha sendo, depois, recompensado pelo comando liberal.

Em Braga, o oficial responsável pelas comunicações do exército de D. Miguel bandeara-se para o campo contrário, levando os códigos do telégrafo.

Daí em diante as comunicações eram interceptadas e decifradas, dando vantagem aos partidários de D. Pedro e aos seus comandantes, os duques de Saldanha e da Terceira.

Do lado miguelista consegue-se, ainda assim, pôr de pé, a 15 de Maio, uma força de 6.000 homens, apoiada por cavalaria e artilharia que estabelece uma posição defensiva de 2,5 km de frente, a sul de Tomar, tirando partido das colinas da Asseiceira (perto do actual nó de Tomar da A23).

O exército liberal, estabelecido em Tomar, avança para sul, a 16 de Maio, ao nascer do sol. A guarda-avançada miguelista retarda o avanço contrário sobre Santa Cita até às nove da manhã, altura em que os liberais conquistam a aldeia e formam em três colunas para conquistarem as elevações guarnecidas pela artilharia contrária.

O fogo da artilharia e das armas ligeiras enche o vale de fumo e reduz a visibilidade. António Ventura citou o testemunho de um combatente segundo o qual “parecia que a própria charneca estava a arder”. É o momento em que um golpe de audácia pode resolver uma batalha indecisa. O general miguelista Guedes de Oliveira manda avançar a cavalaria.

Cavalgada heróica
Esta era comandada pelo oficial francês Puisseux, um homem alto, de uma coragem lendária e com a cara traçada por uma cicatriz, recebida em Santo Tirso. Invectiva os seus 250 cavaleiros – em mau português, como contou o conferencista – e comanda uma carga que obriga a infantaria liberal a retroceder, até porque os Lanceiros da Rainha recuam, também.

A vitória parece certa mas, ao chegarem ao alto de uma colina, deparam, lá em baixo, com os soldados do coronel Vicente Queirós, um dos melhores operacionais de D. Pedro. Estas forças de reserva não fogem, formam em linha e disparam sucessivas salvas.

Pussieux é mortalmente ferido. Nem sempre a morte do comandante que lidera um ataque desmoraliza as tropas mas neste caso, o ímpeto estava definitivamente quebrado e a iniciativa voltava a pertencer aos liberais.

Retirada para Évora
A partir daqui o exército de D. Miguel retira sobre Évora. Recebe reforços importantes vindos do Algarve e Alentejo (parcialmente dominados pelos absolutistas nas zonas rurais) e junta 10.000 homens. Sendo Évora indefensável, tem duas hipóteses: retirar para as fortificações de Elvas, cuja guarnição lhe continua fiel, ou, como escreverá mais tarde nas suas memórias Charles Napier, o almirante britânico ao serviço dos liberais, ter a audácia de avançar sobre Madrid e juntar-se às forças carlistas espanholas que, desde Outubro de 1833, se tinham rebelado contra o governo liberal.

De resto, o pretendente absolutista ao trono espanhol, o auto-proclamado Carlos V, estará em Portugal até à derrota de D. Miguel.Mas, como referiu António Ventura, os generais miguelistas vão puxar o tapete ao rei e “negociar a paz nas suas costas”. Em “A Brasileira de Prazins”, Camilo Castelo Branco descreverá, mais tarde, um diálogo entre dois partidários de D. Miguel: “o rei deve saber o que lhe valeram o Bourmont e o Pussieux e o MacDonnell, no fim da campanha. Sabes tu? – rematou o morgado – aqui anda marosca…”

Em Espanha a guerra civil vai prosseguir até 1839 com um resultado final idêntico ao português mas num cenário simétrico: o governo central e o exército eram liberais, enquanto os absolutistas dominavam o campo e tiveram que formar um exército a partir de milícias “e de oficiais carlistas saneados”.

Guerra continua em Espanha
Muitos dos estrangeiros que tinham lutado em Portugal vão, agora, combater em Espanha, uns ao serviço de liberais, outros dos absolutistas. Uma divisão portuguesa combaterá ao lado dos liberais espanhóis, retribuindo o apoio militar prestado em 1834, quando tropas espanholas tinham entrado por Almeida e pelo Alentejo para pressionar D. Miguel.

Os franceses, quase todos realistas, combatem nos dois campos: durante o cerco do Porto, os liberais chegaram a ser comandados por Solignac e os miguelistas por Bourmont.

“Um caso curioso, 20 anos depois das Invasões Francesas”, como lembrou o prof. Ventura. E que punha em causa a propaganda miguelista (um rei legítimo e um povo contra os estrangeiros), expressa numa descrição na imprensa do desembarque do Mindelo (18 de Julho de 1832), pintado como a chegada a terra de uma “horda polaco-germano-vândalo-hispano-marroquina…”

Sendo os governos francês e britânico da época partidários da monarquia constitucional e tendo assinado a Quádrupla Aliança com os liberais portugueses e espanhóis, o apoio internacional a esta causa estava garantido.

As leis francesas e inglesas proibiam o envolvimento de oficiais em conflitos estrangeiros, razão pela qual muitos dos envolvidos, como por exemplo Napier, usaram pseudónimos.

A diferença é que os franceses que lutavam no campo absolutista arriscavam sanções mais pesadas, por estarem a contrariar a política peninsular dos respectivos governos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt

Petição – Uma cadeira para deficiente de 4 anos

Fomos alertados pelo blog Serra de Tomar sobre uma petição surgida na blogosfera templária/nabantina/tomarense (no Clube de Coleccionadores Tomarenses) que nos merece toda a atenção, e a sua assinatura.

A petição é esta:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N85

Aqui fica o texto da petição, siga o link acima, e ajude assinando também você :

Petição Ajudem a ter o que temos direito- Uma cadeira para deficiente de 4 anos
Para:Assembleia da Republica

Boa tarde

O meu nome é Maria Helena Barbara Grilo, sou mãe de um menino deficiente de 4 anos- João Pedro Grilo Garcia. Tem paralisia cerebral desde o nascimento. Sempre foi seguido no Hospital do barreiro, logo será este o hospital com obrigação de fornecer todo o material de ajudas técnicas e auxiliares de marcha que o meu filho venha a precisar.

Há três anos que travo uma batalha para fornecerem ao meu filho o que ele tem direito: uma cadeira de transporte e posicionamento, pois ele tem uma paralisia cerebral com cerca de 80 % de incapacidade.

Todos os anos a médica Isabel Melo do Hospital Nossa Senhora do Rosário prescreve a cadeira. Porque nós nunca deixamos de lutar para que o nosso filho venha a andar e tenha posições correctas. Não temos infelizmente 3500 € para dar pela cadeira.
Esta ano, após mandar uma carta para a administração do hospital de nossa senhora do rosário, com o conhecimento da ministra da saúde e do IPSS não recebo qualquer resposta formal, mas um novo telefonema da assistente social Dª Irene dizendo que novamente as verbas estavam esgotadas.

Trabalho honestamente. Cumpro todas as minhas funções para com a segurança social e finanças. Assim como o meu marido. Que se passa ?
Não desejo esta situação a ninguém.
Porque não cumpre o estado com as suas obrigações ?

O meu contacto é Helena Grilo – 96 833 83 17

Muito obrigado pela vossa atenção.

Helena Grilo

Resultados Eleições Europeias 2009


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